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"Disseram-me: verás quando tiveres cinqüenta anos. Tenho cinqüenta anos: não vi nada". Erik Satie



























avant-dernières pensées
26.7.06

premio tim


ga-nha-mos!
ga-nha-mos!
ga-nha-mos!

uhú

7:29 AM Comments:

22.7.06

Amêndoas doces

Era uma luz que entrava
Pela fresta da cortina
Ou era você
Deitado do meu lado
Irradiando como um sol
Recendendo a amêndoas doces

Um fauno sorria e dançava pra mim
Num canto do quarto
Quase irresistível sorrir de volta

Eu
Quente, chamuscada
Dourada como num encanto de fada
No corpo, a memória
De sentir seu peso me cobrindo
Você entrando com força e fundo
Arrancando um grito sem sentir
Contraindo tudo
Meus dentes no seu ombro
Boca em qualquer coisa sua

Quero você em mim outra vez




2:22 PM Comments:

17.7.06

Swedish Porn

A camisinha reutilizável abaixo data de 1640 e está intacta, bem como seu manual, em latim. O manual sugere que a camisinha, feita de intestino de porco, seja imersa em leite antes do uso para evitar contaminações.


A peça de antigüidade foi encontrada em Lund, na Suécia. Esses suecos, hein? Vocação pra sacanagem desde o século 17...


11:21 PM Comments:



Quantas você tem?

- Acrofobia : de altura;
- Ailurofobia: de gatos;
- Algofobia: de dores;
- Anemofobia: de ventos;
- Batofobia: de fundo de mar;
- Brontofobia: de trovões;
- Cinofobia: de cachorros;
- Claustrofobia: de clausura, espaços fechados;
- Entamofobia: de insetos;
- Gimnofobia: de nudez;
- Ginofobia: de mulheres (misoginia);
- Hematofobia: de sangue;
- Misandria: de homens;
- Misantropia: de convivência social (fobia social);
- Misofobia: de sujeira, de contatos, de contaminação;
- Misogamia: de casamento;
- Nictofobia: de escuridão;
- Oclofobia: do povo, da plebe, de multidões;
- Ofidiofobia: de cobras;
- Patofobia: de doenças;
- Pirofobia: de fogo;
- Sitiofobia: de alimentos;
- Tafofobia: de ser enterrado vivo;
- Xenofobia: de estranhos, de estrangeiros;
- Zoofobia: de animais, em geral.

eu tenho muitas ;)


7:58 PM Comments:

13.7.06

O pai do blog

Há 20 anos eu escrevi o texto abaixo, que levava já o nome deste blog. Eu me impressionei muito quando conheci Erik Satie e sua música perfurante e quando li coisas que ele disse, como o que cito aqui do lado esquerdo, logo abaixo dos arquivos.

O poema foi dedicado à minha prima Cristiane, com quem passei muitos dos bons momentos da minha adolescência, uma testemunha muito próxima. Decidi manter o texto como foi escrito, sem correções.

Avant-dernières pensées (para Cristiane Maria Bogossian Roque)

Viria no ar a lua quente
Que atormentaria olhos embaçados.
Novamente enfeitiçando as cores
Com nuances de delícia proibida,
Deixando a pele virgem latejando
Em vertigem boba de roda-gigante.
Disseram que viria e com palpitações!
Elevadores pro sem fim,
Levitando de frisson, ardentes sonhos!
E quente, como viria quente...

Olha só, não mente mais!
Já não há o sol que prometera
Anos seguidos, toda primavera.
Foram-se cigarras que cantavam,
Foram também luas e luares.
Nem bicho de luz, nem nada disso.
Agora não tem mais nenhum aviso.

Entre gosto amargo e boca seca,
Corta mais saber que agora arde em sal
O mar
Que nos banhava alegorias desvairadas,
Carnavalescos verões tão preguiçosos
Cansados de amornar fogos de palha

Gelaram água e vento
Sem nos avisar




10:01 PM Comments:

10.7.06

Carnes vivas

Ele é encantador! Inteligente, boa vibe, educado, engraçado, culto, bem humorado, carinhoso, gente fina, emotivo, boa companhia, bom de papo, de garfo e de copo e me contou um segredo daqueles, de fazer a terra tremer! Não conto pra ninguém, podexá!


Um brinde aos deuses dos blogs, que proporcionaram esse improvável e espetacular encontro!


6:19 PM Comments:

5.7.06

Epigrama

Si tú estás en
Nueva York

En Nueva York
no hay nadie más

Y si no estás
en Nueva York

en Nueva York
no hay nadie

Ernesto Cardenal (Nicaragua, 1925)




12:47 AM Comments:

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